Os dados chegaram e confirmam o que já se suspeitava desde a primavera: as subidas de preço em cadeia da Xbox e da PlayStation 5 estão a afastar compradores dos EUA, o maior mercado de consolas do mundo. Segundo a consultora Circana, especializada em dados de retalho, maio de 2026 foi o pior mês de sempre para as vendas de hardware Xbox nos Estados Unidos, enquanto a PS5 caiu 58% face ao ano anterior, o valor mais baixo para um mês de maio desde 2000. Em julho, a história repetiu-se: as vendas totais de hardware da categoria caíram 39% face ao mesmo mês de 2025.

O pano de fundo é conhecido: a escassez global de memória DRAM, alimentada pela procura de chips para centros de dados de inteligência artificial, empurrou os custos de produção para cima ao longo de todo o ano. Sony e Microsoft já subiram os preços de referência das suas consolas por duas e três vezes, respetivamente, desde janeiro. A Nintendo junta-se agora à lista, com o preço da Switch 2 a subir 50 dólares já a partir de 1 de setembro. O resultado é um mercado de consolas mais caro e, pelos números da Circana, visivelmente mais lento.

Os números de maio: o pior mês de sempre para a Xbox

Os primeiros sinais claros de travagem surgiram em maio de 2026. De acordo com o relatório mensal da Circana, citado pela Kotaku, as vendas de unidades de hardware Xbox nos EUA caíram 12% em termos homólogos, um recuo que pode parecer moderado à primeira vista, mas que, em valor absoluto, representou o pior mês de maio de sempre para a marca desde o lançamento da consola em 2020.

A PlayStation 5 saiu-se pior em termos percentuais: uma queda homóloga de 58% que empurrou as vendas de maio para o nível mais baixo desde o ano 2000, segundo o analista da Circana Mat Piscatella, que partilhou os números publicamente. Nenhuma das duas plataformas tinha registado um mês de maio tão fraco em toda a história recente do setor, o que tornou o relatório um dos mais comentados da indústria em 2026.

Nesse mesmo mês, a Nintendo Switch 2 seguia uma trajetória oposta. Segundo dados citados pela Eurogamer, a consola tornou-se a segunda mais vendida da história dos Estados Unidos em termos de ritmo de vendas, beneficiando do lançamento recente (junho de 2026) e de um preço ainda por rever. O contraste entre uma Nintendo em expansão e uma Sony e Microsoft em contração tornou-se o tema central da cobertura sobre hardware de consolas ao longo do verão.

Julho não trouxe alívio: quebra de 39% no total do hardware

Se maio foi um choque, julho confirmou a tendência. De acordo com a Metro, que voltou a citar dados de Mat Piscatella e da Circana, as vendas totais de hardware de consolas nos EUA caíram 39% em julho de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior. Analisando por marca, a PlayStation 5 recuou 6% e a Xbox Series X/S caiu 18%, com a publicação a notar que os números da Microsoft já estavam tão baixos que quase não valia a pena contar.

A diferença entre a queda de 39% no total da categoria e as quebras individuais de 6% e 18% reflete o facto de a categoria de hardware incluir também acessórios, controladores e edições especiais, itens que sofreram cortes de despesa ainda mais acentuados do que as próprias consolas. Ainda assim, o sinal é inequívoco: dois meses consecutivos de dados fracos, separados por apenas oito semanas, mostram que o problema não foi um acidente estatístico isolado em maio.

Vendas de software físico da Xbox também recuaram de forma acentuada em julho, um sinal adicional de que a contração não se limita ao hardware. Para uma indústria que depende cada vez mais de assinaturas e conteúdo digital para compensar quebras no retalho físico, os números da Circana funcionam como um alerta sobre até que ponto os consumidores estão a cortar despesa discricionária em jogos.

A escalada de preços que gerou a crise

A raiz do problema remonta a abril de 2026, quando a Sony anunciou a segunda subida de preço da PS5 desde o lançamento em 2020. O modelo standard com leitor de disco passou de 499,99 para 649,99 dólares nos EUA, um aumento de 30%. A PS5 Pro, lançada em 2024, subiu de forma semelhante, para 899,99 dólares. Este movimento já tinha sido documentado pelo shattered.io no artigo sobre a subida de preço da PS5 Pro na Europa, onde o mesmo aumento levou a quebras de vendas de até 40% no mercado europeu.

A Microsoft seguiu-se com aquela que analistas já descrevem como a terceira ronda de subidas de preço da Xbox Series X/S num intervalo de pouco mais de um ano. A partir de 1 de agosto de 2026, o modelo Series X com leitor de disco subiu para 799,99 dólares, face a um preço de lançamento de 499,99 dólares em 2020, um aumento de 60%. O modelo Series X de 1 TB sem leitor de disco passou a custar 749,99 dólares, e a Series S de 512 GB, antes um dos pontos de entrada mais acessíveis do mercado, subiu de 299,99 para 499,99 dólares, uma subida de 67%. A edição especial de 2 TB foi descontinuada nesse mesmo movimento.

No Reino Unido, segundo a BBC, o modelo Series X com leitor de disco passou de 500 para 670 libras, um aumento de 170 libras numa única atualização de preços. A BBC citou diretamente a Microsoft a atribuir o aumento aos custos crescentes de memória, um padrão que se repetiu em praticamente todos os mercados onde a consola é vendida.

Este cenário já tinha sido explorado em detalhe pelo shattered.io no artigo PS5, Xbox e Switch 2 sobem até 43% por culpa da IA, publicado quando as três marcas confirmaram aumentos generalizados. Os novos dados de vendas de maio e julho são, na prática, a primeira confirmação numérica de que essas subidas tiveram um custo real em unidades vendidas.

A Switch 2 junta-se à lista de subidas a partir de 1 de setembro

A Nintendo, que até agora tinha resistido à onda de aumentos, confirmou que o preço da Switch 2 nos Estados Unidos sobe de 449,99 para 499,99 dólares a partir de 1 de setembro de 2026, um acréscimo de 50 dólares, equivalente a 11%. A confirmação foi noticiada pela BBC e detalhada pela TechTimes, que associou diretamente a decisão à mesma escassez de memória que já tinha afetado Sony e Microsoft, com a expressão “crise de memória de IA” a ganhar tração na cobertura internacional.

A diferença fundamental é que a Switch 2 chega a este aumento numa posição de força, depois de ter batido recordes de vendas desde o lançamento em junho. Resta saber se o novo preço vai travar esse ritmo tal como aconteceu com a PS5 e a Xbox, ou se a base de fãs da Nintendo absorve o custo adicional sem grande reação, algo que só os relatórios da Circana referentes a setembro e outubro poderão confirmar. Vale a pena lembrar que a própria Nintendo já tinha sofrido uma quebra de 34% nas vendas da Switch 2 num período anterior, o que mostra que a marca também não está imune a oscilações de procura mesmo antes desta nova subida de preço.

Tabela: preços de lançamento vs. preços atuais (setembro de 2026)

ConsolaPreço de lançamentoPreço atual (EUA)VariaçãoData da subida
Xbox Series X (com leitor)499,99 $ (2020)799,99 $+60%1 de agosto de 2026
Xbox Series X 1TB (sem leitor)749,99 $1 de agosto de 2026
Xbox Series S 512GB299,99 $ (2020)499,99 $+67%1 de agosto de 2026
PlayStation 5 standard499,99 $ (2020)649,99 $+30%abril de 2026
PlayStation 5 Pro699,99 $ (2024)899,99 $+29%abril de 2026
Nintendo Switch 2449,99 $ (jun. 2026)499,99 $+11%1 de setembro de 2026

A leitura da tabela mostra uma assimetria clara: a Microsoft foi quem mais empurrou os preços para cima em termos percentuais, com a Series S a quase duplicar de preço face ao lançamento. A Nintendo, apesar de se juntar tardiamente ao movimento, aplicou o aumento mais moderado das três empresas.

Tabela: variação de vendas por plataforma nos EUA (dados Circana)

PlataformaPeríodoVariação homólogaFonte
PlayStation 5Maio 2026-58%Circana / Kotaku
Xbox Series X/SMaio 2026-12% (pior maio de sempre)Circana / Kotaku
PlayStation 5Julho 2026-6%Circana / Metro
Xbox Series X/SJulho 2026-18%Circana / Metro
Total categoria hardware (todas as consolas)Julho 2026-39%Circana / Metro

Um detalhe chama a atenção nesta tabela: a queda percentual da Xbox agravou-se de maio (-12%) para julho (-18%), enquanto a PS5 melhorou relativamente (-58% para -6%). Isto pode indicar que o choque inicial da subida de preço da PS5, ocorrida em abril, já estava a ser parcialmente absorvido pelo mercado em julho, enquanto o efeito da subida da Xbox, aplicada só em agosto, ainda nem tinha sido totalmente capturado nestes números de julho.

A causa raiz: memória DRAM mais cara por causa da IA

Por trás de todas estas subidas está o mesmo fator: o preço da memória DRAM e da memória flash NAND disparou ao longo de 2026, à medida que fabricantes como a Samsung, a SK Hynix e a Micron desviaram capacidade de produção para os chips de memória de alta largura de banda usados em servidores de inteligência artificial. A BBC descreveu este fenómeno num artigo dedicado especificamente a explicar por que razão fabricantes de PC e de consolas estão a subir preços e a atribuir a culpa aos chips de IA.

O mecanismo é relativamente simples de entender: quando empresas como a Microsoft, a Google e a Amazon competem por capacidade de fabrico de memória para treinar modelos de IA, sobra menos capacidade para produzir a memória mais simples usada em consolas, portáteis e smartphones. Isso empurra os preços de mercado para cima em toda a cadeia de fornecimento, com fabricantes de hardware de consumo a repassar o custo adicional diretamente para o preço final ao consumidor.

Este não é um problema exclusivo das consolas. O mesmo fenómeno já tinha obrigado a Valve a subir o preço do Steam Deck OLED em maio de 2026, e continua a pressionar o preço de placas gráficas e memória RAM para computadores pessoais ao longo de todo o ano. A diferença é que, no caso das consolas, o impacto nas vendas é agora visível e quantificado em dados públicos de retalho, o que raramente acontece com tanta clareza noutros segmentos de hardware.

Xbox: de líder de conveniência a pior desempenho da história recente

Para a Microsoft, os números da Circana chegam num momento particularmente delicado. A divisão Xbox já tinha admitido, em relatórios anteriores citados pelo shattered.io sobre a quebra de 10% na receita do Xbox Game Pass em agosto, que a estratégia de assinatura por si só não estava a compensar a fraqueza nas vendas de hardware. A resposta da empresa tem sido dupla: subir o preço das consolas para proteger margens, e continuar a apostar em Game Pass e em lançamentos multiplataforma para manter a receita de software a crescer, mesmo que o hardware perca terreno.

O problema desta estratégia é que cria um ciclo potencialmente negativo: preços de hardware mais altos reduzem o número de novos utilizadores Xbox, o que por sua vez limita o crescimento futuro das subscrições Game Pass, já que a maioria dos novos assinantes chega através da compra de uma consola nova. Analistas citados pela TechSpot e pela Tweaktown apontam que a Microsoft parece estar, de forma consciente, a sacrificar volume de vendas de hardware em troca de margens mais saudáveis por unidade, uma aposta que só compensa se a base instalada existente continuar a gastar em jogos e serviços.

PlayStation 5: o pior maio desde o ano 2000

Para a Sony, a comparação histórica usada pela imprensa especializada é reveladora: as vendas de maio de 2026 foram as mais baixas para um mês de maio desde o ano 2000, uma referência que remonta à era da PlayStation 2 e da primeira Xbox. É uma forma de dizer que, em duas décadas e meia de dados de retalho, nunca um mês de maio tinha sido tão fraco para a marca PlayStation nos Estados Unidos.

A melhoria relativa em julho, com a queda a reduzir-se de 58% para 6%, sugere que o choque inicial da subida de preço de abril já estava a esbater-se três meses depois. Ainda assim, uma queda de 6% num mercado que a Sony esperava certamente ver a crescer, numa altura em que a PS5 já está no seu sexto ano de vida útil, não é motivo de grande alívio para a empresa japonesa.

O artigo do shattered.io sobre a comparação de vendas totais entre PS5 e Xbox Series X ao longo de todo o ciclo de vida já mostrava uma vantagem esmagadora da Sony em unidades acumuladas, 91 milhões contra 34 milhões. Estes novos dados mensais não mudam essa vantagem histórica, mas mostram que, no curto prazo, ambas as marcas estão a sofrer pressão semelhante vinda do mesmo lado: o custo de produção do hardware.

Comparação competitiva: como cada fabricante está a reagir

As três grandes fabricantes de consolas escolheram caminhos ligeiramente diferentes perante a mesma pressão de custos. A Sony optou por subir o preço mais cedo, em abril, e concentrar-se em manter o ritmo de lançamentos de exclusivos para justificar o custo adicional junto dos consumidores mais fiéis. A Microsoft escolheu subir os preços mais tarde e de forma mais agressiva, aproveitando para descontinuar variantes menos rentáveis, como a edição especial de 2 TB da Series X, numa lógica de simplificação de catálogo.

A Nintendo foi a última a mexer, e fê-lo com o aumento percentual mais baixo das três, uma decisão que faz sentido dado que a Switch 2 ainda está a meio do seu período de lançamento e não pode arriscar perder o impulso inicial de vendas. A empresa japonesa parece estar a apostar em absorver parte do custo adicional de memória internamente, pelo menos por agora, numa fase em que cada unidade vendida ainda conta para consolidar a posição da consola no mercado.

Esta divergência de estratégias vai ser testada nos próximos relatórios da Circana. Se a Switch 2 conseguir manter o ritmo de vendas mesmo após a subida de 1 de setembro, isso vai reforçar a ideia de que o momento de lançamento de uma consola pesa mais do que o preço absoluto na decisão de compra. Se, pelo contrário, as vendas da Switch 2 também começarem a abrandar de forma visível, isso vai confirmar que nenhuma das três marcas está imune ao efeito da subida de preços sobre a procura.

Contexto histórico: nem sempre foi assim

A indústria de consolas passou décadas a seguir um padrão quase religioso: o preço de lançamento mantinha-se estável, ou até baixava ligeiramente, ao longo do ciclo de vida de uma consola, para tornar o hardware mais acessível à medida que os custos de fabrico caíam com a maturação da linha de produção. A PlayStation 2, a Xbox 360 e a PlayStation 4 seguiram esse padrão, com reduções de preço regulares nos primeiros anos após o lançamento.

A geração atual inverteu essa lógica pela primeira vez de forma tão pronunciada. Em vez de custos decrescentes, a indústria enfrenta agora custos crescentes de memória, ligados a um fator externo e imprevisível como a procura global por infraestrutura de inteligência artificial. É um cenário sem precedente direto na história recente do setor, e ajuda a explicar por que razão tanto a Sony como a Microsoft optaram por múltiplas subidas de preço num único ano, algo praticamente inédito fora de contextos de forte desvalorização cambial regional.

Impacto no mercado: retalhistas e consumidores sob pressão dupla

Para os retalhistas, a combinação de preços mais altos e procura mais fraca é particularmente incómoda, porque reduz o volume de vendas sem necessariamente aumentar a margem por unidade, já que grande parte do aumento de preço é repassada diretamente pelos fabricantes. Cadeias de retalho nos EUA já reportaram inventário mais lento a escoar durante o verão de 2026, o que tende a resultar em menos espaço de prateleira dedicado a consolas e mais destaque para jogos e acessórios de margem mais elevada.

Do lado do consumidor, o efeito mais visível é o adiamento da compra. Famílias que planeavam substituir uma consola antiga estão, segundo a leitura feita por analistas da TechSpot, a esperar por promoções de fim de ano ou simplesmente a redirecionar o orçamento para jogos e assinaturas das consolas que já possuem, em vez de investir em hardware novo a um preço 30% a 60% mais alto do que há um ano.

Previsões para o resto de 2026

  • Época festiva mais fraca em hardware: analistas citados pela TechSpot e pela Tweaktown esperam que a época de compras de fim de ano registe vendas de consolas abaixo da média histórica, com fabricantes a apostar em pacotes de software e assinaturas em vez de descontos diretos no preço do hardware.
  • Sem alívio rápido na memória: a escassez de DRAM ligada à procura de IA não deverá aliviar de forma significativa antes de 2027 ou 2028, segundo análises do setor citadas pela BBC, o que sugere que os preços atuais podem tornar-se o novo normal por vários trimestres.
  • Possível quarta subida de preço: se os custos de memória continuarem a subir, não é impossível que a Microsoft ou a Sony anunciem uma nova revisão de preços ainda antes do final do ano fiscal de 2027.
  • Switch 2 como teste decisivo: os próximos relatórios da Circana referentes a setembro e outubro vão mostrar se a Nintendo consegue manter o ritmo de vendas depois da subida de 1 de setembro, um resultado que vai influenciar a forma como as concorrentes leem a sensibilidade dos consumidores ao preço.
  • Maior aposta em cloud gaming: com o hardware físico mais caro, é expectável que serviços de streaming de jogos como o Xbox Cloud Gaming e o GeForce Now ganhem tração adicional como alternativa de menor investimento inicial para novos jogadores.

O que isto significa para quem quer comprar uma consola agora

Para o consumidor português, que já paga preços em euros historicamente mais altos do que os praticados nos EUA devido a impostos e margens de distribuição, a lição prática destes dados é simples: não há sinais de que os preços vão descer no curto prazo. Quem estava à espera de uma promoção significativa antes do Natal pode ter de rever essa expectativa, já que os próprios fabricantes admitem que os custos de memória continuam a subir, e não a descer.

Por outro lado, para quem já possui uma das três consolas, o impacto direto é menor. As subidas de preço aplicam-se apenas a unidades novas, e o catálogo de jogos e serviços de assinatura continua a funcionar normalmente, independentemente do preço de tabela do hardware. A pressão maior recai sobre famílias com filhos que pretendem oferecer uma primeira consola, ou sobre jogadores que ainda usam hardware da geração anterior e ponderavam finalmente atualizar. Para acompanhar a evolução deste e de outros temas do setor, consulte a cobertura completa de consolas e hardware de jogos do shattered.io.

Perguntas frequentes

Porque é que os preços das consolas estão a subir em 2026?

A causa principal é a escassez global de memória DRAM e NAND, provocada pela procura crescente de chips de memória para centros de dados de inteligência artificial. Fabricantes de memória desviaram capacidade de produção para esse setor, o que fez subir o custo dos componentes usados em consolas, PCs e portáteis.

Quanto custa agora a Xbox Series X depois da subida de preço?

Desde 1 de agosto de 2026, o modelo Xbox Series X com leitor de disco custa 799,99 dólares nos EUA, face aos 499,99 dólares de lançamento em 2020. O modelo de 1 TB sem leitor de disco custa 749,99 dólares, e a Series S de 512 GB subiu para 499,99 dólares.

Quanto custa a PS5 depois da subida de preço de abril de 2026?

O modelo standard da PlayStation 5 subiu para 649,99 dólares nos EUA em abril de 2026, face ao preço de lançamento de 499,99 dólares. A PS5 Pro subiu para 899,99 dólares no mesmo período.

O preço da Nintendo Switch 2 também subiu?

Sim. A partir de 1 de setembro de 2026, o preço da Switch 2 nos EUA sobe de 449,99 para 499,99 dólares, um aumento de 50 dólares atribuído à mesma escassez de memória que afetou Sony e Microsoft.

As vendas da Nintendo Switch 2 também estão a cair?

Até julho de 2026, não. A Switch 2 continuava a figurar como uma das consolas de lançamento mais rápido da história dos Estados Unidos. Os relatórios de vendas de setembro e outubro, já com o novo preço em vigor, vão mostrar se essa tendência se mantém.

Vale a pena comprar uma consola agora ou esperar?

Não há indicação de que os preços vão descer a curto prazo, já que os custos de memória continuam elevados e sem previsão de alívio antes de 2027 ou 2028. Quem precisa da consola para jogos específicos de lançamento pode não ganhar nada em esperar, mas quem tem flexibilidade pode aguardar por promoções pontuais de fim de ano em vez de uma descida de preço estrutural.

Quando é que os preços da memória RAM devem normalizar?

Análises do setor citadas pela imprensa internacional não apontam para um alívio significativo antes de 2027 ou 2028, já que a procura de memória para infraestrutura de inteligência artificial deverá manter-se elevada durante esse período.

Como é que a subida de preços afeta os jogadores em Portugal?

Os preços em euros praticados em Portugal tendem a seguir a mesma tendência de subida aplicada nos EUA e no Reino Unido, ainda que com valores absolutos diferentes devido a impostos locais. Consumidores portugueses que aguardavam uma descida de preço devem esperar, pelo contrário, manutenção dos valores atuais ou possíveis novos aumentos nos próximos trimestres.