Sessenta horas de jogo registadas na conta. É este o requisito mínimo que a Sony passou a exigir a quem quer entrar no sorteio para comprar uma PS5 Pro no Japão, depois de a consola esgotar nos cinco maiores retalhistas dos Estados Unidos desde 19 de setembro de 2026. A Sony Interactive Entertainment abriu as candidaturas na Sony Store japonesa a 28 de setembro, mas garantir um lugar na fila não chega: só quem tiver jogado pelo menos 60 horas em títulos de PS4 ou PS5 entre 27 de setembro de 2024 e 27 de setembro de 2026 pode mesmo concorrer ao sorteio da PS5 Pro.
O episódio junta dois problemas que se vinham a agravar há meses: a escassez física da consola topo de gama da Sony e a tentativa, cada vez mais elaborada, de travar os revendedores que compram unidades só para as revender com margem no mercado secundário. Nos Estados Unidos, a Tom’s Guide confirma que a Best Buy só tem unidades usadas (as chamadas “open-box”) em lojas selecionadas, enquanto a Amazon, a Walmart, a Target e a PlayStation Direct aparecem esgotadas na compra direta. No Japão, o preço de lançamento mantém-se em 137.980 ienes, cerca de 875 dólares, mas o acesso a essa compra passou a depender de sorte.
O caso ganhou atenção porque mostra uma mudança de estratégia da Sony. Em vez de simplesmente avisar que a procura excede a oferta, a empresa decidiu filtrar quem pode comprar antes mesmo de abrir o sorteio. E fê-lo recorrendo a um critério pouco comum no mundo dos consolas de jogo: o histórico de utilização real da própria consola anterior.
Sorteio da PS5 Pro no Japão: como funciona o novo sistema da Sony
O processo japonês não é uma simples lista de espera. Funciona em três fases separadas: candidatura, verificação de elegibilidade e, só depois, sorteio entre quem cumpre os requisitos. A Sony deixou claro na página oficial da Sony Store que cumprir os critérios não garante a compra. Garante apenas a entrada no sorteio.
Critérios de elegibilidade para entrar no sorteio
Para se candidatar, o utilizador precisa de uma conta PSN registada no Japão, o que por si só elimina candidaturas estrangeiras feitas só para revenda internacional. Depois, entra o critério mais discutido: o histórico de jogo. A conta tem de mostrar, no mínimo, 60 horas acumuladas em jogos de PS4 ou PS5 entre 27 de setembro de 2024 e 27 de setembro de 2026, um período de exatamente dois anos. Segundo o PCGuide, a medida nasceu de um objetivo simples: tornar inviável que contas criadas há poucos dias, normalmente usadas por bots de revenda, cheguem perto de conseguir uma unidade.
Calendário completo das candidaturas
O prazo de candidatura fecha a 7 de outubro às 23h59, hora do Japão. A partir daí, a Sony cruza os dados de cada conta com o requisito das 60 horas e só então corre o sorteio entre as candidaturas válidas. Quem for selecionado recebe a notificação a partir de 26 de outubro, com prazo para concluir a compra até 2 de novembro. A entrega das consolas compradas está prevista para o início ou meio de novembro, segundo o site Particle News.
| Data | Etapa | Detalhe |
|---|---|---|
| 27 de setembro de 2024 | Início da janela de contagem | Começa a contar o período de 60 horas de jogo exigido |
| 27 de setembro de 2026 | Fim da janela de contagem | Fecha o período de dois anos usado para validar o histórico |
| 28 de setembro de 2026 | Abertura das candidaturas | Sony Store Japão abre o formulário de inscrição no sorteio |
| 7 de outubro de 2026, 23h59 | Fecho das candidaturas | Último momento para submeter o pedido de participação |
| 26 de outubro de 2026 | Notificação dos vencedores | Sony começa a avisar quem foi selecionado no sorteio |
| 2 de novembro de 2026 | Prazo para concluir a compra | Vencedores têm de finalizar o pagamento até esta data |
| Início/meio de novembro de 2026 | Entrega prevista | Janela estimada de envio das consolas compradas |
Porque a Sony exige 60 horas de jogo antes de vender uma consola
A ideia central é simples: um revendedor profissional dificilmente vai gastar dois anos a jogar 60 horas numa conta só para, depois, tentar ganhar um sorteio e revender a consola. O requisito funciona como uma barreira de tempo, não de dinheiro, o que muda a lógica habitual da revenda organizada. Em vez de comprar várias contas feitas à pressa, quem quer contornar a regra teria de manter contas antigas, com histórico real, algo muito mais caro e lento de produzir em escala.
A medida também penaliza, de forma indireta, compradores legítimos que trocaram recentemente de consola ou que compraram a primeira PS5 Pro já perto do fim da janela de dois anos. Um jogador que só tenha adotado a marca em 2026, por exemplo, pode simplesmente não ter tempo de jogo suficiente acumulado, mesmo sendo um utilizador genuíno. A Sony optou, ainda assim, por aceitar esse efeito colateral em troca de reduzir a ação de bots e de revenda em massa, um problema que já afetou lançamentos anteriores de hardware da própria empresa e de rivais como a Nintendo.
Vale notar que este tipo de filtro comportamental ainda é raro na indústria. A maioria dos fabricantes recorre a filas virtuais, captchas ou parcerias com retalhistas selecionados. Exigir um histórico de utilização de dois anos é um passo mais agressivo, e pode marcar um precedente para o lançamento de outros produtos de procura elevada, dos consolos de nova geração às edições limitadas de periféricos.
Quanto custa a PS5 Pro no Japão e como se compara a outras regiões
O preço japonês da PS5 Pro no sorteio é de 137.980 ienes, incluindo impostos, o equivalente a cerca de 875 dólares ao câmbio atual. O modelo em causa é o CFI-7100B01, com SSD de 2 TB e suporte à tecnologia de upscaling por inteligência artificial PSSR, sigla para PlayStation Spectral Super Resolution. Esta é a mesma tecnologia que, numa atualização de firmware recente, passou a correr de forma automática em várias consolas da família PS5.
Comparado com a Europa, o preço japonês fica relativamente alinhado. Depois do aumento ocorrido em 2026, a PS5 Pro passou a custar 899 euros no mercado europeu, uma subida que já tinha sido associada a uma queda de vendas de cerca de 40% nessa região, segundo dados citados em cobertura anterior sobre o aumento de preço da PS5 Pro. Nos Estados Unidos, o preço de tabela já ultrapassa os 899,99 dólares depois de um ajuste semelhante. A diferença é que, no Japão, o problema deixou de ser só o preço: passou a ser a própria possibilidade de comprar a consola a esse preço.
Esta subida de preços não aconteceu isolada. Entrou numa fase em que vários componentes de hardware de jogo, da memória RAM às placas gráficas, ficaram mais caros devido à procura crescente ligada à inteligência artificial, uma tendência já descrita em detalhe quando se analisou como a PS5, a Xbox e a Switch 2 subiram de preço por causa da IA. Quem ainda tem uma PS5 base ou está a pensar numa alternativa mais acessível pode valer a pena comparar com a PS5 Slim, que continua a ter stock mais regular.
A escassez da PS5 Pro nos Estados Unidos: retalhista a retalhista
Enquanto o Japão testa o sistema de sorteio, o mercado norte-americano vive uma escassez mais simples de descrever: a consola simplesmente não está disponível para compra direta. Relatos recolhidos entre finais de setembro e início de outubro de 2026 mostram o mesmo padrão em cinco canais que, juntos, cobrem a quase totalidade das vendas no país.
Situação em cada retalhista
Na Best Buy, as unidades novas estão esgotadas, mas algumas lojas selecionadas ainda vendem unidades recondicionadas (“open-box”), o que não deve ser confundido com stock normal de um produto novo. A Amazon deixou de vender a PS5 Pro em venda direta, restando apenas anúncios de vendedores terceiros a preços muito acima do valor de tabela. A Walmart segue o mesmo caminho, com um anúncio de terceiro a chegar aos 1.469 dólares. A Target aparece esgotada nas verificações mais recentes, e a própria PlayStation Direct, canal oficial da Sony, regista apenas reposições isoladas e pontuais.
| Retalhista | Estado em outubro de 2026 | Observação |
|---|---|---|
| Best Buy | Esgotada (novas) | Só restam unidades “open-box” em lojas selecionadas |
| Amazon | Esgotada em venda direta | Disponível apenas via vendedores terceiros, perto de 1.299 dólares |
| Walmart | Esgotada | Anúncio de terceiro chegou a 1.469 dólares |
| Target | Esgotada | Sem unidades disponíveis nas verificações mais recentes |
| PlayStation Direct | Reposições isoladas | Canal oficial da Sony com stock pontual e limitado |
| Sony Store Japão | Venda por sorteio | Acesso condicionado a 60 horas de jogo e sorteio aleatório |
O quadro mostra uma diferença importante entre mercados. Nos Estados Unidos, a escassez traduz-se sobretudo em ausência total de stock oficial, empurrando o consumidor para o mercado de revenda. No Japão, a Sony optou por intervir diretamente no processo de compra, numa tentativa de garantir que quem fica com a consola é, na maioria dos casos, um jogador real e não um intermediário.
Os preços de revenda disparam no mercado secundário
Com o canal oficial praticamente seco, o mercado paralelo preenche o espaço, e os números falam por si. Nos Estados Unidos, um anúncio de terceiro na Amazon chegou aos 1.299 dólares, cerca de 400 dólares acima do preço de tabela da PS5 Pro. Na Walmart, o valor mais alto identificado atingiu os 1.469 dólares, mais de 500 dólares acima do preço oficial de 899,99 dólares.
Este tipo de inflação não é novo em lançamentos de hardware de jogo, mas costuma ser mais visível em produtos recém-lançados, não numa consola que já está no mercado há quase dois anos. O facto de a margem de revenda continuar tão elevada tanto tempo depois do lançamento sugere que a procura real continua forte, mesmo com o preço já tendo subido em 2026. Também ajuda a explicar porque a Sony decidiu agir de forma mais agressiva no Japão: se a procura não estivesse a sustentar estas margens, não haveria incentivo suficiente para armar um esquema de revenda em grande escala.
Comparando com episódios recentes de escassez noutras plataformas, como a edição especial da Switch 2 dedicada aos 40 anos de Zelda, que chegou a ser revendida por valores próximos de 800 dólares pouco depois do lançamento, o padrão repete-se: sempre que a oferta oficial falha, o mercado secundário absorve a procura excedente a um custo bem mais elevado para o consumidor final.
Porque falta a PS5 Pro: produção, memória e procura em alta
As causas exatas da escassez atual não foram confirmadas publicamente pela Sony, e qualquer explicação definitiva seria especulação. Ainda assim, há fatores plausíveis que ajudam a entender o contexto. O mais óbvio é a procura superior à oferta planeada: a Sony não revelou quantas unidades alocou para o sorteio japonês, mas a simples existência de um sistema de sorteio é prova de que a procura excede claramente a produção disponível para este ciclo.
Outro fator com peso crescente é o custo da memória. A indústria de hardware de jogo atravessa, desde o início de 2026, uma fase de subida generalizada nos preços de módulos de memória DRAM, impulsionada pela procura simultânea de PCs, servidores e infraestrutura ligada a inteligência artificial. A PS5 Pro inclui um SSD de 2 TB e componentes gráficos mais exigentes do que a PS5 normal, o que a torna mais sensível a este tipo de pressão de custos do que consolas mais simples.
Esta combinação de fatores (procura elevada, custos de produção a subir e uma consola mais cara de fabricar do que o modelo base) cria um cenário em que faz mais sentido económico para a Sony gerir a escassez através de sorteios e aumentos de preço do que simplesmente acelerar a produção a qualquer custo. É um padrão que já se viu noutras categorias de hardware de jogo em 2026, da subida de preços das placas gráficas da Nvidia e da AMD até à crise de memória que também afetou o lançamento da Steam Frame da Valve.
Contexto histórico: a crise de chips que atrasou o lançamento da PS5 original
A Sony já tinha passado por uma escassez de hardware bem mais severa. Entre 2020 e 2023, a indústria global de semicondutores viveu uma crise que afetou mais de 169 setores diferentes, segundo o resumo histórico reunido pela Wikipedia. Essa crise atingiu em cheio o lançamento da PS5 original, em novembro de 2020, e a Sony chegou a avisar, em maio de 2021, que as restrições de fornecimento se prolongariam até 2022, cerca de 12 a 18 meses depois do lançamento.
A diferença entre aquele episódio e o atual é significativa. Em 2020, a escassez tinha origem numa disrupção industrial generalizada, agravada pela pandemia e por fábricas de semicondutores a funcionar muito abaixo da capacidade normal. Em 2026, a PS5 Pro já está no mercado há praticamente dois anos, e a escassez atual parece mais ligada a decisões de alocação de produção e a custos de componentes específicos, como a memória, do que a uma falha estrutural na cadeia de abastecimento global.
Mesmo assim, há uma semelhança incómoda: nos dois casos, quem paga o preço mais alto acaba por ser o consumidor final, forçado a escolher entre esperar meses, participar num sorteio ou pagar valores inflacionados a revendedores.
A PS5 Pro não está só: Xbox Series X e Switch 2 também em falta
O problema de stock não se limita à Sony. Em outubro de 2026, a Xbox Series X aparece marcada como esgotada em várias páginas oficiais da Microsoft Store nos Estados Unidos, segundo verificações recolhidas pela RottenWifi. A Target também pede aos clientes para voltarem mais tarde quando tentam comprar o modelo. A disponibilidade varia por loja, código postal e versão, mas a tendência geral aponta para um fornecimento irregular, longe de ser garantido.
Disponibilidade por consola
Do lado da Nintendo, a Switch 2 padrão continua, de forma geral, mais fácil de encontrar do que as duas consolas da concorrência. O mesmo não se aplica à edição especial de 40º aniversário de Zelda, que esgotou horas depois de abrir as reservas e voltou a aparecer esgotada mesmo após reposições pontuais na Amazon, segundo a CNET. Essa edição especial já foi revendida por valores próximos de 800 dólares, bem acima do preço de lançamento.
| Consola | Disponibilidade nos EUA (out. 2026) | Preço oficial aproximado |
|---|---|---|
| PS5 Pro | Esgotada nos 5 maiores retalhistas | 899,99 dólares / 899 euros |
| PS5 (modelo base) | Disponibilidade mais regular | Aumento de 100 dólares em 2026 |
| Xbox Series X | Esgotada em vários canais oficiais | 599,99 a 749,99 dólares, variável |
| Switch 2 (padrão) | Geralmente disponível | 499,99 dólares |
| Switch 2 Edição Zelda 40 anos | Esgotada, revenda perto de 800 dólares | Preço de lançamento mais baixo que o de revenda |
O quadro deixa claro que 2026 está a ser um ano particularmente difícil para quem quer comprar hardware de jogo topo de gama ao preço oficial, independentemente da marca. A escassez da PS5 Pro é a mais visível por envolver um sistema de sorteio inédito, mas está longe de ser um caso isolado na indústria.
Impacto no mercado e nas vendas da época festiva de 2026
A escassez de hardware chega numa altura em que o resto da indústria de jogos mostra sinais de força, mesmo depois de episódios de tensão entre consumidores e a Sony como o boicote PSBlackout. A Steam, por exemplo, gerou cerca de 1,7 mil milhões de dólares em receita só em setembro de 2026, segundo estimativas da Alinea Analytics citadas pela PC Gamer, um valor 13% acima do recorde anterior, estabelecido em setembro de 2025. Essa força mostra que o consumidor continua a gastar em jogos, mesmo quando enfrenta dificuldade em comprar hardware novo, uma distinção importante: falta de consolas não significa falta de procura por entretenimento digital.
Para a Sony, o risco mais direto é perder vendas de hardware durante o período mais lucrativo do ano, os meses de novembro e dezembro, quando as compras de consolas como presente disparam tradicionalmente. Se a escassez persistir até à época festiva, uma parte dessa procura vai simplesmente migrar para a PS5 base, para consolas da concorrência ou para o mercado de revenda, onde a Sony não recebe qualquer parte do valor pago a mais pelo consumidor.
Por outro lado, a escassez controlada também pode funcionar como reforço de imagem de marca. Uma consola difícil de encontrar é, por vezes, lida pelo mercado como sinal de procura elevada e de produto desejável, um efeito que fabricantes de eletrónica de consumo já exploraram no passado, embora quase sempre de forma não intencional.
PS5 Pro 2024 vs PS5 Pro 2026: o que mudou na procura
Quando a PS5 Pro chegou ao mercado, no final de 2024, a disponibilidade foi, de forma geral, mais estável do que a que se vê agora. Não houve um episódio global e prolongado de escassez comparável ao da PS5 original em 2020, e a consola podia ser encontrada através dos canais de retalho habituais, com variações pontuais de stock, mas sem exigir sorteios ou critérios de elegibilidade.
Dois anos depois, o quadro mudou. O preço subiu em várias regiões, a memória ficou mais cara e a procura parece ter-se mantido ou mesmo intensificado, ao ponto de a Sony recorrer a um sistema de sorteio com verificação de histórico de jogo, algo que nunca tinha sido necessário no lançamento original. Isto sugere que a PS5 Pro não está a perder relevância com o tempo, como seria natural numa consola de meio de ciclo, mas sim a tornar-se mais difícil de produzir ao ritmo que o mercado exige.
Esta evolução também levanta uma questão para quem acompanha o ciclo de vida da família PS5: se a procura por uma revisão intermédia se mantém tão forte dois anos depois do lançamento, a pressão sobre uma eventual PS5 Pro de nova geração, ou sobre qualquer sucessora, só deve aumentar.
O que isto significa para quem quer comprar uma PS5 Pro agora
Para quem vive fora do Japão, a opção do sorteio simplesmente não está disponível, já que exige uma conta PSN registada localmente. Resta acompanhar as reposições pontuais da PlayStation Direct e dos grandes retalhistas, normalmente anunciadas com pouca antecedência e esgotadas em minutos. Comprar através de vendedores terceiros na Amazon ou na Walmart implica pagar entre 400 e 500 dólares acima do preço oficial, o que torna a compra pouco atrativa para a maioria dos consumidores.
Uma alternativa prática é considerar a PS5 Slim, com disponibilidade mais regular e um preço significativamente mais baixo, ainda que sem o desempenho gráfico superior da versão Pro. Quem não está preso ao ecossistema da Sony pode também olhar para o mercado de PC, onde a escassez de hardware topo de gama, embora também presente, tende a ser menos extrema do que nas consolas de maior procura.
Para quem vive no Japão e tem uma conta com histórico suficiente, o conselho é simples: submeter a candidatura antes do prazo de 7 de outubro e preparar-se para a possibilidade real de não ser selecionado, já que a Sony nunca revelou quantas unidades estão disponíveis para este sorteio específico.
Previsões: o que esperar nos próximos meses
- A escassez da PS5 Pro deve manter-se pelo menos até ao final do primeiro trimestre de 2027, com reposições pontuais em vez de stock regular nos principais mercados.
- É provável que a Sony estenda o modelo de sorteio com verificação de histórico de jogo a outros mercados além do Japão, caso o sistema reduza de forma visível a atividade de revenda.
- Os preços no mercado secundário devem continuar entre 300 e 500 dólares acima do valor oficial pelo menos durante a época festiva de 2026, com possível arrefecimento só a partir de 2027.
- A pressão sobre o custo da memória e dos componentes gráficos deve manter os preços de tabela de consolas topo de gama estáveis ou em ligeira subida, sem recuo visível no curto prazo.
- Caso a escassez persista, parte da procura deve deslocar-se para a PS5 base e para serviços de computação em nuvem, reduzindo a pressão imediata sobre o fornecimento físico da PS5 Pro.
Nenhuma destas previsões depende de especulação sobre hardware ainda não anunciado. Baseiam-se apenas na combinação de fatores já confirmados: procura sustentada, custos de produção em alta e uma resposta da Sony que, até agora, optou por gerir a escassez em vez de a resolver rapidamente.
Perguntas Frequentes sobre a escassez da PS5 Pro
O que é o sorteio da PS5 Pro no Japão?
É um sistema criado pela Sony Interactive Entertainment para vender a PS5 Pro através da Sony Store japonesa, em que a candidatura só é aceite se o utilizador tiver uma conta PSN registada no Japão e pelo menos 60 horas de jogo em PS4 ou PS5 acumuladas entre 27 de setembro de 2024 e 27 de setembro de 2026. Cumprir estes requisitos dá direito a entrar no sorteio, não garante a compra.
Porque é que a Sony exige 60 horas de jogo para comprar a consola?
O objetivo é dificultar a ação de revendedores e bots, que normalmente usam contas recém-criadas para comprar várias unidades em pouco tempo. Exigir dois anos de histórico de jogo torna esse tipo de operação muito mais lenta e cara de executar em escala.
Quanto custa a PS5 Pro no Japão?
O preço é de 137.980 ienes, incluindo impostos, o equivalente a cerca de 875 dólares ao câmbio atual. O valor corresponde ao modelo CFI-7100B01, com SSD de 2 TB.
A PS5 Pro está esgotada em todo o mundo?
Não de forma absoluta, mas a disponibilidade oficial está muito reduzida nos principais mercados. Nos Estados Unidos, a consola aparece esgotada em venda direta na Best Buy, na Amazon, na Walmart, na Target e, com reposições pontuais, na PlayStation Direct. No Japão, o acesso passou a depender de um sorteio com critérios de elegibilidade.
Até quando deve durar a escassez da PS5 Pro?
A Sony não confirmou publicamente uma data de normalização do fornecimento. Alguns relatos da indústria apontam para uma possível continuação das restrições até ao início de 2027, mas trata-se de uma estimativa de mercado, não de uma garantia oficial da empresa.
Vale a pena comprar a PS5 Pro a um preço de revenda mais alto?
Depende da urgência e do orçamento de cada comprador. Pagar entre 400 e 500 dólares acima do preço oficial só compensa para quem não tem alternativa e valoriza muito o desempenho gráfico superior da versão Pro. Para a maioria dos jogadores, esperar por uma reposição oficial ou optar pela PS5 Slim tende a ser a escolha mais racional.
A Xbox Series X e a Switch 2 também estão com stock em falta?
Em parte. A Xbox Series X aparece esgotada em vários canais oficiais da Microsoft nos Estados Unidos, com disponibilidade irregular. A Switch 2 no modelo padrão continua, de forma geral, mais fácil de encontrar, mas a edição especial de 40º aniversário de Zelda esgotou rapidamente e já é revendida por valores muito acima do preço de lançamento.
Este tipo de escassez já aconteceu antes com consolas da Sony?
Sim. A PS5 original enfrentou uma escassez bem mais prolongada entre 2020 e 2022, provocada pela crise global de semicondutores que afetou centenas de setores industriais. A diferença é que, nessa altura, a causa principal foi uma disrupção estrutural na cadeia de fornecimento, enquanto em 2026 a escassez parece mais ligada a decisões de produção e ao custo elevado de componentes como a memória.




