A AMD confirmou, a 31 de julho de 2026, que os preços dos seus kits de placas gráficas Radeon vão subir pelo menos 10% a partir de agosto. Três dias depois, relatórios da Coreia do Sul mostraram os preços da série Nvidia GeForce RTX 50 a disparar até 30%, com alguns modelos a chegar aos 50% acima do valor de lançamento. Para quem estava à espera de montar ou atualizar um PC gaming este verão, o momento não podia ser pior: é já o terceiro ajuste de preços do ano no segmento de placas gráficas, depois de subidas em janeiro e maio de 2026.
O motivo por trás disto não é escassez de chips GPU, mas sim da memória que os acompanha. A procura por módulos GDDR6 e GDDR7 disparou ao mesmo tempo que a indústria de memória redireciona capacidade de produção para servidores de inteligência artificial, deixando o mercado de consumo a competir por uma fatia cada vez mais pequena do fornecimento. O resultado é um efeito em cascata que está a encarecer tudo, desde a RTX 5090 de topo até placas mid-range da AMD que, há um ano, custavam a metade do preço atual em alguns mercados.
O que aconteceu: a cronologia da subida de preços
A 31 de julho de 2026, a AMD notificou formalmente os seus parceiros de placas (os chamados “add-in board partners”, ou AIBs) de que os preços dos kits Radeon, que incluem GPU e memória GDDR6 já combinados, iriam aumentar pelo menos 10% com efeitos imediatos em agosto. Segundo a cobertura da TrendForce, este não foi um caso isolado: fez parte de um plano interno da fabricante para subidas acumuladas de 10% a 15% ao longo de todo o segundo semestre de 2026.
Analistas da cadeia de fornecimento descreveram o movimento da AMD como uma resposta direta à Nvidia, que já tinha começado a testar o mercado com aumentos regionais semanas antes. Segundo a Tech Times, a decisão da AMD “alinhou” a Radeon com a trajetória de preços que a Nvidia já vinha a seguir com a série RTX 50, deixando os dois maiores fabricantes de GPU de consumo a subir preços praticamente ao mesmo tempo, algo pouco comum fora de períodos de crise de fornecimento como 2021.
Do lado da Nvidia, os primeiros sinais claros chegaram da Coreia do Sul. A TrendForce reportou, a 4 de agosto, que os preços da série RTX 50 no mercado sul-coreano poderiam subir até 30% devido ao encarecimento simultâneo das wafers da TSMC e dos módulos de memória GDDR7. Poucos dias depois, a Tech Times confirmou que, em determinados modelos custom com overclock de fábrica, os aumentos já ultrapassavam os 50% face ao preço de lançamento original.
A publicação taiwanesa Technews.tw acrescentou contexto local, citando importadores sul-coreanos a confirmar que as listagens de retalho da RTX 50-series já estavam a ser atualizadas nas primeiras semanas de agosto, com a subida a espalhar-se rapidamente para outros mercados asiáticos antes de chegar à Europa e aos Estados Unidos.
Os números que mostram a dimensão da subida
Para perceber o impacto real, vale a pena olhar para os números concretos. A RTX 5090, lançada com um preço sugerido de 1.999 dólares, já aparece em alguns canais de retalho internacional acima dos 4.000 dólares, mais do dobro do valor de lançamento. Na Coreia do Sul, o modelo topo de gama da geração RTX 50 foi listado a mais de 5.100 dólares em várias lojas no início de agosto, um aumento de cerca de 30% face ao preço base em determinadas variantes com refrigeração reforçada.
Do lado profissional, a subida também se fez sentir: a Nvidia RTX Pro 6000 96GB Blackwell, uma placa direcionada a estações de trabalho e cargas de inteligência artificial, teve o preço revisto para 16.000 dólares a 14 de agosto de 2026, mais de 110% acima do valor de pré-encomenda de 7.600 dólares anunciado meses antes. Este salto é o exemplo mais extremo de como o encarecimento da memória está a atingir toda a gama de produtos da Nvidia, não apenas as placas de consumo.
Segundo estimativas de mercado, os custos dos kits GPU e memória para parceiros já tinham subido entre 20% e 30% até julho de 2026, em comparação com o início do ano, um reflexo direto da terceira ronda de ajustes de preços da indústria em 2026, depois de movimentos semelhantes em janeiro e maio.
| Placa / Segmento | Preço de Lançamento | Preço em Agosto 2026 | Variação | Mercado de Referência |
|---|---|---|---|---|
| Nvidia RTX 5090 | 1.999 $ | +4.000 $ (retalho internacional) | +100% | Global (canais selecionados) |
| Nvidia RTX 50-series (média) | Preço de lançamento | +30% em média | +30% a +50% | Coreia do Sul |
| Nvidia RTX Pro 6000 96GB Blackwell | 7.600 $ (pré-encomenda) | 16.000 $ | +110% | Segmento profissional/IA |
| AMD Radeon (kits GPU+GDDR6) | Preço pré-agosto | +10% mínimo | +10% a +15% (2ª metade de 2026) | Parceiros AIB globais |
| Custos de kit GPU+memória (parceiros) | Início de 2026 | Julho de 2026 | +20% a +30% | Cadeia de fornecimento global |
Porque é que a memória, e não a GPU, é o problema
O aspeto mais importante desta crise de preços é que não tem origem na produção das próprias GPUs. Os processadores gráficos continuam a sair das linhas da TSMC em quantidades relativamente estáveis. O gargalo está na memória GDDR6 e GDDR7, os chips de alta largura de banda que ficam ao lado do processador gráfico em cada placa e que são fundamentais para o desempenho em jogos a resoluções altas.
A AMD justificou o seu aumento de 10% precisamente com a expressão “custos de GDDR6 em forte subida”, numa comunicação interna a parceiros datada de 1 de agosto de 2026. Do lado da Nvidia, a TrendForce apontou tanto o encarecimento das wafers da TSMC como o dos módulos GDDR7 como fatores combinados por trás da subida na Coreia do Sul.
A raiz do problema está ligada a uma tendência mais ampla que já tinha sido documentada noutro contexto: o desvio de capacidade de produção de memória para servidores e aceleradores de inteligência artificial, que consomem quantidades massivas de DRAM e HBM. Com os fabricantes de memória a priorizar contratos de longo prazo com hiperescaladores de IA, sobra cada vez menos capacidade para produzir GDDR6 e GDDR7 ao ritmo que a indústria de gaming precisa. Este fenómeno já tinha sido detalhado em análises sobre a escassez de memória RAM provocada pela procura de IA, que documentou subidas de até 89% em módulos de memória convencional ao longo de 2026.
O resultado é que, mesmo que a AMD e a Nvidia quisessem manter os preços de placas gráficas estáveis, os custos de matéria-prima já não deixam essa opção em cima da mesa. Cada GPU de gama alta pode usar entre 16 e 32 chips de memória, e se cada módulo de GDDR7 custa cerca de 20 dólares (uma estimativa citada em cobertura da indústria), o impacto acumulado numa placa topo de gama pode facilmente ultrapassar os 300 a 600 dólares apenas em memória.
Reação da indústria e dos retalhistas
A reação de retalhistas e parceiros de montagem tem sido cautelosa. Vários distribuidores europeus já sinalizaram, em fóruns e comunicados internos citados pela imprensa especializada, que vão repassar o aumento de custos assim que o stock atual, comprado a preços antigos, se esgotar. Isto significa que, na prática, o impacto total desta subida só se vai fazer sentir de forma completa no mercado de retalho europeu ao longo de setembro e outubro de 2026, com um desfasamento de várias semanas face ao anúncio original da AMD.
Fabricantes de placas parceiras da AMD, como Sapphire, PowerColor e ASRock, e da Nvidia, como Asus, MSI e Gigabyte, enfrentam agora a tarefa delicada de justificar preços mais altos numa altura em que a concorrência entre gerações de GPU já é intensa. Alguns destes parceiros optaram por reduzir temporariamente o número de variantes custom com refrigeração premium, mantendo apenas os modelos de referência a preços mais controlados, uma forma de suavizar o choque para o consumidor final sem absorver toda a subida na margem.
Impacto no mercado: quem sente mais a subida
O impacto não é uniforme. Consumidores que procuram placas de entrada de gama, como as usadas em PCs gaming mais acessíveis ou em handhelds, sentem o aumento de forma proporcionalmente maior, já que uma subida de 10% num produto de 300 euros pesa mais no orçamento do que a mesma percentagem numa placa de 2.000 euros para quem já estava disposto a gastar esse valor.
Os fabricantes de sistemas pré-montados também estão a sentir a pressão. Com os custos de componentes a subir de forma inesperada a meio do ciclo de produção, muitas marcas enfrentam a escolha entre absorver a margem ou repassar o aumento ao consumidor final, o que já se reflete em listagens atualizadas em retalhistas da Ásia, Europa e Estados Unidos ao longo de agosto de 2026.
O segmento de PC portáteis gaming e handhelds, que já lida com margens apertadas devido à necessidade de equilibrar autonomia, peso e desempenho, é particularmente sensível a este tipo de choque de custos. Comparações recentes entre modelos como o MSI Claw 8 AI+ e o Steam Deck OLED já mostravam diferenças de preço ligadas à quantidade de memória incluída, um fator que só tende a pesar mais à medida que os custos de GDDR sobem.
Do lado dos jogadores competitivos e entusiastas, o timing é particularmente inconveniente. O inquérito de hardware do Steam já tinha assinalado, meses antes desta subida, que a base instalada de jogadores estava finalmente a migrar de 8GB para 16GB de VRAM como padrão, um movimento documentado no artigo sobre o inquérito de hardware do Steam. Essa transição, que já implicava gastar mais em placas com mais memória, agora coincide com o encarecimento generalizado dessa mesma memória.
Contexto histórico: não é a primeira vez
Quem acompanha o mercado de placas gráficas há alguns anos vai reconhecer o padrão. Entre 2020 e 2022, uma combinação de escassez de semicondutores durante a pandemia e a explosão da mineração de criptomoedas empurrou os preços de GPUs para níveis recorde, com algumas placas a serem vendidas a mais do dobro do preço de lançamento nos piores meses da crise.
A diferença desta vez é a causa. Em 2021, o problema era essencialmente de oferta insuficiente de GPUs face a uma procura anómala vinda de mineradores. Em 2026, o problema é estrutural e está ligado à concorrência direta entre dois mercados completamente diferentes, o de gaming e o de infraestrutura de inteligência artificial, pela mesma matéria-prima: chips de memória de alta largura de banda.
Esta já é a terceira ronda de ajustes de preços no segmento de GPUs em 2026, depois de subidas registadas em janeiro e maio. O facto de os aumentos se sucederem em intervalos de poucos meses, em vez de um único choque isolado, sugere que a indústria está a ajustar-se de forma gradual a um novo patamar de custos, em vez de enfrentar um evento pontual que se resolve rapidamente.
Comparação entre fabricantes: AMD vs Nvidia
Embora ambas as fabricantes estejam a subir preços, a forma como o fazem é diferente. A AMD optou por um aumento mais contido e comunicado antecipadamente aos parceiros, com um mínimo de 10% em kits Radeon mais GDDR6, inserido num plano de subidas faseadas de 10% a 15% ao longo do segundo semestre. É uma abordagem mais previsível, que dá aos parceiros tempo para ajustar as suas próprias listagens de retalho.
A Nvidia, por outro lado, está a deixar que os aumentos apareçam primeiro em mercados regionais específicos, como a Coreia do Sul, antes de se espalharem globalmente. Isto resulta em subidas mais acentuadas e menos uniformes, com alguns modelos a subir 30% e outros, sobretudo variantes custom de fábrica, a ultrapassar os 50%. A tabela seguinte resume as diferenças de abordagem entre as duas fabricantes.
| Critério | AMD Radeon | Nvidia GeForce/RTX |
|---|---|---|
| Aumento anunciado | Mínimo de 10% (kits GPU+GDDR6) | Até 30% em média, 50% em modelos custom |
| Comunicação | Notificação formal a parceiros AIB (31 jul 2026) | Subida regional primeiro, sem aviso formal amplo |
| Mercado onde surgiu primeiro | Global, via parceiros de montagem | Coreia do Sul, depois expansão para outros mercados |
| Justificação oficial | Custos de GDDR6 em forte subida | Custos de wafer TSMC + GDDR7 |
| Padrão de subidas em 2026 | 3ª ronda do ano (após jan. e mai.) | Acompanha ciclo de custos de memória e wafer |
O papel da TSMC e da corrida por capacidade de produção
Por trás de toda esta equação está a TSMC, a fabricante taiwanesa que produz tanto os processadores gráficos da AMD e da Nvidia como grande parte dos chips usados em aceleradores de inteligência artificial. Com a procura por capacidade de produção avançada a bater recordes, os custos de wafer subiram para todos os clientes da TSMC, gaming incluído, mesmo que a fatia de mercado destinada a GPUs de consumo continue relativamente estável em termos de volume.
Wafers mais caras, margens mais apertadas
A subida no custo das wafers da TSMC foi citada explicitamente pela TrendForce como um dos dois fatores por trás do aumento de preços da Nvidia na Coreia do Sul, ao lado do encarecimento da memória GDDR7. Isto sugere que o problema não se limita apenas à memória: a própria produção do núcleo gráfico está a ficar mais cara, o que reduz a margem de manobra que a Nvidia e a AMD têm para absorver custos sem repassar o aumento ao consumidor.
Consumo doméstico versus contratos empresariais
Ao contrário dos contratos de fornecimento de longo prazo negociados por grandes clientes empresariais de inteligência artificial, o mercado de GPUs de consumo depende muito mais de compras pontuais e de stock disponível em retalho. Isto deixa o segmento gaming mais vulnerável a flutuações de curto prazo nos custos de produção, já que não tem o mesmo poder negocial para travar aumentos de preço junto de fornecedores de wafers e de memória.
O que os fabricantes de handhelds e portáteis gaming enfrentam
O segmento de handhelds gaming, que já vive um momento de forte concorrência entre marcas como Valve, Lenovo, MSI e ASUS, está particularmente exposto a este aumento de custos. Estes dispositivos dependem de GPUs integradas e memória partilhada, e qualquer subida no preço de componentes de memória afeta diretamente a margem com que os fabricantes conseguem lançar novos modelos.
Comparações recentes, como a que opôs o Steam Deck OLED ao ROG Ally X, já mostravam diferenças de preço na casa dos 20 euros ligadas à configuração de memória e armazenamento. Com os custos de GDDR e DRAM a subir de forma sustentada ao longo de 2026, é provável que a próxima geração de handhelds venha com preços de lançamento mais elevados do que os modelos atuais, ou com configurações de memória reduzidas para compensar.
Dispositivos de streaming e cloud gaming, como o recém-lançado Lenovo Legion C700, que dispensa uma GPU local pesada ao depender de processamento remoto, podem ganhar relevância adicional neste contexto, já que contornam parcialmente o problema ao não precisarem de memória gráfica dedicada de alto desempenho no próprio dispositivo.
Previsões para o resto de 2026 e início de 2027
Com base no padrão observado até agora, é possível traçar algumas previsões razoáveis para os próximos meses:
- Novas subidas antes do final do ano. A própria AMD já comunicou um plano de aumentos acumulados de 10% a 15% para o segundo semestre de 2026, o que sugere que o ajuste de agosto não será o último deste ano.
- Pressão sobre o Black Friday e a época natalícia. Com custos de componentes mais altos, é provável que os descontos tradicionais de novembro e dezembro sejam menos agressivos do que em anos anteriores, já que os retalhistas terão margens mais apertadas para trabalhar.
- Aceleração da procura por placas de gama média com menos VRAM. À medida que os modelos com mais memória ficam mais caros, é expectável um deslocamento temporário da procura para placas com configurações de memória mais modestas, mesmo que isso signifique desempenho reduzido em jogos mais exigentes.
- Handhelds e portáteis gaming com preços de lançamento mais altos. Novos modelos anunciados a partir do final de 2026 provavelmente vão refletir os custos de memória mais elevados diretamente no preço de tabela, em vez de absorverem o aumento na margem do fabricante.
- Continuação da tensão entre gaming e IA pela mesma memória. Enquanto os hiperescaladores de inteligência artificial continuarem a assinar contratos de longo prazo por capacidade de produção de memória, o mercado de consumo vai continuar a competir por aquilo que sobra, o que aponta para preços de GPU estruturalmente mais altos do que os praticados antes de 2025, mesmo depois de esta ronda específica de aumentos se estabilizar.
O que isto significa para quem quer comprar uma placa gráfica agora
Para quem está a planear uma atualização de PC gaming nos próximos meses, o cenário atual levanta uma decisão difícil: comprar já, antes de possíveis novas subidas anunciadas pela AMD para o resto do semestre, ou esperar que o mercado estabilize, correndo o risco de pagar ainda mais caso a tendência continue.
Vale a pena notar que nem todos os segmentos estão a subir ao mesmo ritmo. Enquanto as placas topo de gama, como a RTX 5090 e as variantes profissionais da linha Blackwell, registam os aumentos mais dramáticos em termos percentuais, o segmento de gama média tende a sentir o impacto de forma mais moderada, já que usa menos módulos de memória por unidade e tem margens de fabrico diferentes.
Comparações de custo-benefício entre handhelds e consolas de mesa, como a que analisou a Nintendo Switch 2 face ao Steam Deck OLED, também podem ganhar relevância renovada neste contexto, já que consolas dedicadas com preço fixo e cadeia de fornecimento própria tendem a estar parcialmente protegidas de flutuações no mercado de componentes avulsos, ao contrário de PCs montados à medida.
Perguntas frequentes
Porque é que os preços das placas gráficas estão a subir em agosto de 2026?
A subida está ligada ao encarecimento dos módulos de memória GDDR6 e GDDR7 usados nas placas gráficas, provocado em grande parte pela procura crescente de memória para servidores de inteligência artificial, que está a desviar capacidade de produção que antes ia para o segmento de consumo.
Quanto subiram os preços da AMD Radeon?
A AMD notificou os seus parceiros de que os kits de GPU e memória GDDR6 iriam subir pelo menos 10% a partir de agosto de 2026, inserido num plano de aumentos acumulados de 10% a 15% ao longo do segundo semestre do ano.
Quanto custa agora a Nvidia RTX 5090?
Em alguns canais de retalho internacional, a RTX 5090, lançada com preço sugerido de 1.999 dólares, já foi vista a mais de 4.000 dólares em agosto de 2026. Na Coreia do Sul, variantes topo de gama ultrapassaram os 5.100 dólares.
Esta subida de preços é parecida com a crise de GPUs de 2021?
É parecida no efeito para o consumidor, mas diferente na causa. Em 2021, o problema veio da escassez de semicondutores e da mineração de criptomoedas. Em 2026, a causa é a concorrência entre o mercado de gaming e o mercado de inteligência artificial pela mesma memória de alta largura de banda.
Vale a pena esperar para comprar uma placa gráfica?
Depende do orçamento e da urgência. Com a AMD já a sinalizar novos aumentos ao longo do segundo semestre de 2026, comprar mais cedo pode evitar preços ainda mais altos, mas não há garantia de que o mercado vá estabilizar a curto prazo.
Os preços vão descer depois desta subida?
Não há indicação clara disso. Como o problema é estrutural, ligado à procura de memória por parte da indústria de inteligência artificial, é mais provável que os preços se estabilizem num patamar mais alto do que baixem para os níveis anteriores a 2025.
Isto afeta também as consolas e os handhelds gaming?
Sim, de forma indireta. Fabricantes de handhelds e PCs portáteis gaming usam os mesmos tipos de memória e podem repassar o aumento de custos em futuros modelos, através de preços de lançamento mais altos ou configurações de memória reduzidas.
Que fabricante subiu mais os preços, a AMD ou a Nvidia?
Em termos percentuais, a Nvidia registou os aumentos mais acentuados, com subidas até 30% em média e picos de 50% em modelos custom na Coreia do Sul, face ao mínimo de 10% comunicado pela AMD para os kits Radeon.
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