A Xbox voltou a cortar pessoal. A 22 de setembro de 2026, a Microsoft anunciou a eliminação de mais 268 cargos na divisão de jogos, ao mesmo tempo que confirmou que o próximo jogo de Halo vai ser desenvolvido pela Activision, e não pelos estúdios que criaram a série há mais de duas décadas. A notícia chega apenas dois meses e meio depois do corte de 3.200 postos anunciado em julho, aquele que a própria Xbox descreveu como a maior reestruturação da sua história.

O que está a mudar não é só o número de pessoas despedidas. É a própria arquitetura da Xbox: estúdios a fundir-se, franquias a trocar de mãos dentro do mesmo grupo e um discurso interno que fala em “menos unidades de negócio” como forma de sobreviver. Para quem segue a indústria do videojogo, os números de setembro confirmam que 2026 ficará marcado como o ano em que a Xbox se reinventou à força.

O que a Xbox anunciou a 22 de setembro

O anúncio foi feito através de um memorando interno assinado por Matt Booty, diretor de conteúdos da Xbox, e publicado no mesmo dia no Xbox Wire sob o título “Continuing Our Reset”. O texto confirma a eliminação de 268 funções em três frentes: a Halo Studios, outros estúdios de primeira parte e as camadas de gestão central da Xbox Game Studios.

Booty escreveu que as ações tomadas desde julho, incluindo a venda de estúdios, já colocam a Microsoft a “cerca de três quartos” do caminho da reestruturação anunciada nesse mês. Ou seja, dos 3.200 postos que a Xbox disse que iria cortar até ao final do ano fiscal de 2027 (que termina a 30 de junho de 2027), a maior parte já foi executada entre os 1.600 cortes imediatos de julho e estes 268 de setembro.

“Estamos a eliminar 268 funções na Halo Studios, noutros estúdios de primeira parte e na camada de gestão e funções centrais da XGS.”

Matt Booty, Diretor de Conteúdos da Xbox, Xbox Wire

Os números por detrás do “reset”: 268, 3.200 e 4.800

Para entender a escala, é preciso olhar para três camadas de números que se sobrepõem. A Microsoft, como empresa, anunciou a 6 de julho de 2026 o corte de 4.800 postos de trabalho a nível global, cerca de 2,1% de toda a força de trabalho, segundo a CNBC. Dentro desse total, a Xbox ficou responsável por cerca de 3.200 cortes, o equivalente a um quinto do pessoal da divisão de jogos.

Desses 3.200, 1.600 saíram logo no dia do anúncio. Os restantes foram distribuídos ao longo do ano fiscal, e os 268 confirmados em setembro são a fatia mais recente dessa segunda vaga. A CEO da Xbox, Asha Sharma, descreveu o plano de julho como “a reestruturação mais significativa da história da Xbox”, segundo a CNET. Cinco meses depois, a frase já não soa a exagero pontual, mas a resumo de um processo contínuo.

Já tínhamos coberto a dimensão original deste corte quando a Xbox anunciou os 3.200 despedimentos em julho, numa altura em que a indústria do videojogo já tinha perdido milhares de postos de trabalho ao longo do ano. O episódio de setembro confirma que esse número não era um pico isolado, mas o início de um processo que se estendeu por mais de dois meses e meio.

Halo passa para a Activision: o que isso significa

A mudança com maior peso simbólico no anúncio de setembro é o futuro de Halo. Segundo o memorando de Booty, a Activision vai assumir o desenvolvimento do próximo jogo da franquia, através de “uma nova equipa, construída propositadamente para esse fim, separada do desenvolvimento e dos planos em curso para Call of Duty”.

“A Activision vai também desenvolver o próximo título de Halo, liderado por uma equipa criada especificamente para esse fim, separada do desenvolvimento e dos planos em curso para Call of Duty.”

Matt Booty, Diretor de Conteúdos da Xbox, Xbox Wire

Na prática, a Halo Studios, o estúdio que a Microsoft criou precisamente para gerir a franquia depois de anos de críticas ao antigo 343 Industries, fica reduzida a uma equipa pequena de suporte, dedicada a manter os jogos já lançados e a comunidade ativa. O desenvolvimento do próximo capítulo sai de Redmond e passa para dentro da estrutura da Activision Blizzard, comprada pela Microsoft em 2023 por 68,7 mil milhões de dólares.

É uma inversão notável. Halo nasceu como a exclusiva que definiu a primeira Xbox em 2001 e sempre foi tratada como património interno da marca. Entregá-la à Activision, ainda que dentro do mesmo grupo corporativo, mostra até que ponto a Microsoft está disposta a redesenhar as suas franquias mais antigas em nome da eficiência.

Rare, World’s Edge e a expansão da Activision dentro da Xbox

Halo não é o único movimento na direção da Activision. De acordo com o memorando, a Rare, estúdio britânico responsável por Sea of Thieves, e a World’s Edge, criadora de Age of Empires, também passam a operar sob a alçada da Activision. O racional apresentado por Booty é sempre o mesmo: reduzir o número de unidades de negócio independentes e juntar equipas que já colaboram entre si.

Este movimento confirma uma tendência que já se notava desde julho: a Activision Blizzard, em vez de ser apenas mais um estúdio dentro do portefólio da Xbox, está a tornar-se o centro gravitacional de parte da produção interna da Microsoft. Call of Duty continua a ser o motor financeiro do grupo, mas agora partilha estrutura com Halo, Age of Empires e Sea of Thieves, três séries com públicos e géneros completamente distintos.

Forza: Playground Games e Turn 10 Studios fundem-se numa só equipa

Outra fusão anunciada na mesma leva junta os dois estúdios responsáveis pela franquia Forza. A Playground Games, autora de Forza Horizon, e a Turn 10 Studios, criadora de Forza Motorsport, deixam de ser equipas separadas e passam a operar como um único estúdio. Durante mais de dez anos, as duas equipas trabalharam em paralelo, cada uma com o seu motor e a sua cultura interna, competindo por recursos dentro da própria Xbox.

Segundo o comunicado interno citado pela imprensa norte-americana, a Microsoft argumenta que as duas equipas já são parceiras de franquia há mais de uma década e que a fusão apenas formaliza um trabalho que, na prática, já se cruzava. Para os jogadores, a pergunta mais imediata é se a unificação vai significar menos jogos de corrida por ano ou, pelo contrário, um calendário mais previsível com recursos partilhados entre as duas equipas.

Ninja Theory em risco: o que acontece a Hellblade

O ponto mais delicado do anúncio de setembro é o futuro da Ninja Theory, estúdio britânico conhecido por Hellblade: Senua’s Sacrifice e pela sua sequela. Em julho, a Xbox já tinha sinalizado que a Ninja Theory, tal como a Undead Labs (State of Decay 3), iria receber novos donos em vez de continuar como estúdio interno da Microsoft. Dois meses depois, a cobertura da imprensa especializada aponta para o cenário mais duro: o possível encerramento do estúdio, depois de as conversas para uma venda ou spin-off não terem avançado como previsto.

Até à publicação deste artigo, a Microsoft não confirmou oficialmente um encerramento definitivo da Ninja Theory, mas também não desmentiu os relatos. O silêncio contrasta com a forma direta como a empresa comunicou a saída de outros estúdios, como a Compulsion Games e a Double Fine Productions, que voltaram a ser independentes logo em julho.

Obsidian, Bethesda e o tabuleiro de xadrez dos estúdios internos

A Obsidian Entertainment, estúdio responsável por The Outer Worlds e Grounded, também mudou de rumo durante este processo. Em julho, a equipa cancelou múltiplos projetos, incluindo o que seria a sequela de Avowed, e passou a concentrar-se no desenvolvimento de um novo título da série Fallout. A decisão aconteceu no mesmo período em que a Bethesda Game Studios, apesar de também ter sido afetada por cortes, confirmou publicamente que Fallout 5 está em produção.

A id Software, criadora de Doom, viu cerca de metade da sua equipa ser eliminada durante a reestruturação, segundo relatos da imprensa norte-americana. Já a Arkane Studios, responsável por Dishonored e Deathloop, iniciou um processo de consulta obrigatória com o seu conselho de trabalhadores na Europa para avaliar opções estratégicas, uma linguagem corporativa que normalmente precede fusões, vendas ou encerramentos.

Impacto no mercado: a receita de conteúdos e serviços cai 10%

A reestruturação não surge isolada de resultados financeiros fracos. Nos resultados trimestrais divulgados a 29 de julho de 2026, a Microsoft reportou uma queda de 10% na receita de conteúdos e serviços da Xbox, categoria que inclui o Game Pass, face ao trimestre homólogo. As vendas de hardware caíram ainda mais, 13%, segundo a análise publicada pelo The Verge.

Já tínhamos acompanhado esse momento quando a Xbox reportou a queda de 10% na receita do Game Pass em agosto, numa altura em que o preço do Ultimate já tinha subido para 20,99 euros por mês. A combinação de preços mais altos com receita a cair sugere que o problema da Xbox não é falta de subscritores dispostos a pagar mais, mas sim um volume de conteúdo exclusivo insuficiente para justificar esse aumento.

O cenário agrava-se quando cruzado com outro dado que já tínhamos reportado: a Xbox atravessou o pior mês de vendas da sua história mais cedo este ano, com a concorrência da PlayStation a cair de forma ainda mais acentuada no mesmo período, o que mostra que a crise não é exclusiva da Xbox, mas atinge o mercado de consolas como um todo.

Contexto histórico: de “reestruturação mais significativa” a “continuar o reset”

Vale a pena olhar para a linha do tempo completa para entender como se chegou aqui. A tabela seguinte resume os principais marcos da reestruturação da Xbox ao longo de 2026, desde o anúncio inicial até à atualização de setembro.

DataEventoNúmeros confirmados
6 de julho de 2026Microsoft anuncia corte global de postos e reestruturação da Xbox4.800 cortes globais (2,1% da força de trabalho); 3.200 na Xbox (cerca de 20% da divisão)
6 de julho de 2026Primeira vaga de despedimentos imediatos1.600 postos eliminados no próprio dia
17 de julho de 2026Obsidian cancela projetos e muda de focoSequela de Avowed cancelada; equipa passa a desenvolver um novo Fallout
29 de julho de 2026Resultados trimestrais da MicrosoftReceita de conteúdos e serviços da Xbox cai 10%; hardware cai 13%
28 de agosto de 2026CEO da Xbox comenta o “Project Helix”Próxima consola descrita como “família de dispositivos”, não um único aparelho
22 de setembro de 2026Segunda vaga de despedimentos e reorganização de estúdios268 cargos eliminados; plano de julho já cerca de três quartos executado

Estúdios Xbox afetados pela reestruturação em 2026

Para quem perdeu o fio à meada com tantos nomes de estúdios a mudar de estatuto ao longo do ano, a tabela abaixo organiza o que aconteceu a cada um dos principais estúdios internos da Xbox desde julho de 2026.

EstúdioSituação após a reestruturaçãoDetalhe
Halo StudiosReduzidoMantém apenas uma equipa de suporte; novo jogo passa para a Activision
RareRealocadoSea of Thieves passa a operar sob a estrutura da Activision
World’s EdgeRealocadoAge of Empires passa a operar sob a estrutura da Activision
Playground Games + Turn 10FundidosForza Horizon e Forza Motorsport passam a um único estúdio
Ninja TheoryEm riscoProcura de novo dono desde julho; encerramento não confirmado nem desmentido
Undead LabsEm transiçãoState of Decay 3 à procura de novo proprietário
Compulsion GamesIndependenteVolta a operar fora da Microsoft desde julho
Double Fine ProductionsIndependenteVolta a operar fora da Microsoft desde julho
Obsidian EntertainmentReorientadoCancela sequela de Avowed, foca-se num novo Fallout
id SoftwareReduzidoCerca de metade da equipa eliminada
Arkane StudiosEm avaliaçãoConsulta obrigatória ao conselho de trabalhadores na Europa

Xbox, PlayStation e Nintendo: três formas diferentes de gerir estúdios

O movimento da Xbox para consolidar estúdios e eliminar camadas de gestão contrasta com a forma como os dois principais concorrentes organizam a produção interna. A Sony mantém os seus estúdios sob a marca guarda-chuva PlayStation Studios, mas preserva identidades e equipas de direção separadas em cada um deles, de Naughty Dog a Insomniac Games. A Nintendo, por seu lado, segue um modelo ainda mais centralizado, com praticamente todo o desenvolvimento das franquias principais concentrado internamente há décadas, sem o historial de aquisições em série que caracteriza a Xbox desde 2020. Já tínhamos documentado como essa diferença se reflete nas vendas, com a PS5 a vender muito mais unidades do que a Xbox Series X em 2026, e como a quota de mercado da Xbox se foi deteriorando ao longo do ano, numa altura em que a própria marca celebrou 25 anos com uma quota reduzida a 23%.

A diferença importa porque explica porque é que a Xbox, apesar de ter mais estúdios no papel do que qualquer um dos concorrentes, é também quem mais sofre com despedimentos cíclicos. Comprar estúdios em série, como aconteceu com a aquisição da Activision Blizzard por 68,7 mil milhões de dólares em 2023, cria sobreposição de funções administrativas que a Sony e a Nintendo nunca acumularam na mesma escala. É precisamente essa sobreposição que Matt Booty descreve, nas suas próprias palavras, como o problema a resolver dentro da Xbox.

O que dizem os responsáveis da Microsoft

Além das declarações de Matt Booty sobre os números e sobre Halo, o próprio CEO da Microsoft, Satya Nadella, comentou a reestruturação da Xbox em declarações citadas pela IGN. Nadella descreveu o processo em curso como positivo para a eficiência do grupo.

“Há uma certa simplificação que a equipa está a fazer, e que a Asha está a fazer, e que é ótimo ver.”

Satya Nadella, CEO da Microsoft, IGN

O comentário de Nadella, vindo do topo da hierarquia da Microsoft e não apenas da liderança da Xbox, confirma que a reestruturação não é uma iniciativa isolada da divisão de jogos, mas sim algo alinhado e aprovado ao mais alto nível da empresa. Matt Booty resumiu a lógica geral do processo numa frase que resume toda a estratégia de 2026.

“O nosso objetivo é fortalecer as nossas franquias e os nossos jogos ao operar com menos unidades de negócio, alinhando grupos que já trabalham em estreita colaboração e focando a nossa experiência em publicação.”

Matt Booty, Diretor de Conteúdos da Xbox, Xbox Wire

Reação da indústria e dos trabalhadores

A cobertura da imprensa especializada norte-americana, incluindo a Deadline, enquadrou os cortes de setembro como parte de uma recalibração a nível de toda a indústria, numa altura em que as grandes editoras enfrentam a concorrência crescente dos jogos casuais e móveis e dificuldades no negócio tradicional de consolas. Essa leitura ajuda a explicar porque é que a Xbox não está sozinha: ao longo de 2026, a indústria do videojogo acumulou perto de 14 mil postos de trabalho perdidos, somando despedimentos em estúdios independentes, editoras médias e gigantes como a própria Microsoft.

Dentro da Microsoft, a reação dos trabalhadores tem sido de desgaste acumulado. Depois de dois grandes cortes no espaço de menos de três meses, mais a incerteza sobre o destino da Ninja Theory e as mudanças na Arkane Studios, há relatos de equipas que descrevem o ambiente interno como de instabilidade permanente, mais do que de um “reset” com fim à vista.

O que vem a seguir: Project Helix e a próxima geração

No meio da reestruturação, a Xbox continua a falar da próxima geração de hardware. A 28 de agosto de 2026, Asha Sharma descreveu o Project Helix, nome de código anunciado em março para a “próxima consola” da Microsoft, como uma “família de dispositivos” e não um único aparelho. A formulação sugere que a Microsoft pode lançar mais do que uma máquina, possivelmente com variantes de preço e desempenho diferentes, embora a empresa não tenha confirmado datas nem especificações.

O contraste é evidente: a mesma empresa que está a cortar centenas de postos de trabalho na produção de jogos promete, ao mesmo tempo, investir pesadamente na próxima geração de hardware. Para a Xbox, a aposta parece ser clara: reduzir custos operacionais nos estúdios para libertar orçamento destinado ao hardware e aos serviços de assinatura, área onde a concorrência da computação em nuvem e da inteligência artificial está a crescer dentro da própria Microsoft.

5 previsões para a Xbox nos próximos 12 meses

  • Mais cortes antes de junho de 2027. Com o plano de julho já perto de três quartos de execução, é provável que a Microsoft confirme novas reduções de pessoal antes do fim do ano fiscal, para completar os 3.200 postos anunciados originalmente.
  • Decisão final sobre a Ninja Theory. O estúdio deverá anunciar um desfecho claro, venda, fecho ou absorção por outro estúdio da Xbox, nos próximos meses, depois de mais de um trimestre em limbo.
  • Halo sob a Activision gera controvérsia entre fãs. A mudança de equipa de desenvolvimento deverá dividir a comunidade, com parte dos jogadores a temer que o estilo de Call of Duty influencie o próximo jogo da série.
  • Project Helix avança para anúncio formal em 2027. Depois da descrição de Sharma como “família de dispositivos”, é provável que a Microsoft revele detalhes mais concretos de preço e especificações no decorrer do próximo ano.
  • Game Pass tenta recuperar receita com mais conteúdo exclusivo. Com a queda de 10% na receita de conteúdos e serviços, a Xbox deverá apostar em lançamentos exclusivos no serviço para justificar o preço atual do Ultimate, 20,99 euros por mês.

Perguntas Frequentes

Quantas pessoas a Xbox despediu em setembro de 2026?
A Xbox confirmou a eliminação de 268 cargos a 22 de setembro de 2026, distribuídos pela Halo Studios, outros estúdios de primeira parte e funções de gestão central da Xbox Game Studios.

Qual é o total de despedimentos na Xbox em 2026?
Somando os 1.600 cortes imediatos de julho com os 268 de setembro, a Xbox já confirmou publicamente a eliminação de pelo menos 1.868 postos de trabalho específicos dentro do plano de 3.200 anunciado em julho, que a própria empresa descreve como já estando a cerca de três quartos de execução.

Quem vai desenvolver o próximo jogo de Halo?
Segundo o anúncio de Matt Booty, a Activision vai desenvolver o próximo título de Halo, através de uma equipa criada propositadamente para esse fim, separada dos planos para Call of Duty. A Halo Studios mantém apenas uma equipa de suporte para os jogos já lançados.

A Ninja Theory vai fechar?
A Microsoft não confirmou nem desmentiu oficialmente o encerramento da Ninja Theory. O estúdio está à procura de um novo proprietário desde julho de 2026, e a imprensa especializada aponta o encerramento como um cenário em aberto.

O que aconteceu aos estúdios de Forza?
A Playground Games (Forza Horizon) e a Turn 10 Studios (Forza Motorsport) fundiram-se num único estúdio em setembro de 2026, depois de mais de uma década a operar como equipas separadas dentro da Xbox.

Como está a correr financeiramente a divisão Xbox?
Nos resultados trimestrais de 29 de julho de 2026, a Microsoft reportou uma queda de 10% na receita de conteúdos e serviços da Xbox e uma queda de 13% nas vendas de hardware, face ao período homólogo.

O que é o Project Helix?
É o nome de código da próxima geração de consolas da Xbox, anunciado em março de 2026. Em agosto, a CEO Asha Sharma descreveu-o como uma “família de dispositivos”, sugerindo mais do que um único aparelho, sem confirmar datas ou preços.

Esta reestruturação afeta apenas a Xbox ou toda a Microsoft?
A reestruturação da Xbox faz parte de um corte mais amplo de 4.800 postos de trabalho em toda a Microsoft, anunciado a 6 de julho de 2026, equivalente a 2,1% da força de trabalho global da empresa.