A Riot Games mudou a forma como milhões de jogadores de VALORANT vão medir a sua competência mapa a mapa. Com o patch 13.08, lançado a 13 de outubro de 2026 e com o arranque do Ato VI, chegou o Map Rating, um sistema de classificação separado do rank tradicional que avalia o desempenho em cada mapa numa escala de 0 a 500. A mudança chega ao mesmo tempo que a Riot revelou números de uma das maiores vagas de banimentos do ano: mais de 171 mil contas de VALORANT foram suspensas durante o Ato V, por batota, manipulação de rank, abuso de AFK e uso de bots. Juntando VALORANT e League of Legends, a Riot afirma ter penalizado quase 300 mil contas no mesmo período.
A dupla notícia, ranking por mapa mais rigoroso e banimentos em massa, marca um dos pontos de viragem mais relevantes na história competitiva do jogo desde a introdução da Rank Rating em 2021. Para quem joga Competitivo ou Premier, entender o que muda é essencial antes de entrar na próxima partida classificativa.
O Que é o Map Rating, o Novo Sistema de Classificação por Mapa
O Map Rating funciona como uma camada adicional ao rank competitivo clássico (de Ferro a Radiant). Em vez de uma única nota geral, cada jogador passa a ter uma pontuação própria para cada mapa onde joga, seja Abyss, Bind, Haven ou qualquer outro do pool atual. Segundo as notas oficiais do patch 13.08, publicadas pela Riot Games, a pontuação nasce a zero em cada mapa e sobe ou desce conforme quatro fatores: a taxa de vitórias geral, a taxa de vitórias como atacante, a taxa de vitórias como defensor e o Performance Score individual.
A lógica por trás da métrica é simples de explicar mas difícil de otimizar: melhorar qualquer uma das quatro componentes empurra o Map Rating para cima, e partidas recentes pesam mais do que resultados antigos. Isto significa que um jogador que domine Lotus mas tenha dificuldades em Corrode vai mostrar essa diferença de forma clara, algo que o rank tradicional nunca conseguiu captar.
Como Funciona a Escala de 0 a 500 e as Notas de C a S
Tecnicamente, o Map Rating usa uma escala numérica de 0 a 500 pontos, convertida depois numa nota por letra que vai de C a S, à semelhança de sistemas de avaliação já comuns noutros géneros competitivos. A nota S representa o topo da curva, reservada a quem consegue manter um desempenho consistente e recente acima da média em todas as quatro métricas.
O sistema aplica-se tanto ao modo Competitivo como ao Premier, o que faz sentido dado que ambos partilham a mesma base de mapas e de jogadores sérios sobre o resultado. Para as equipas de Premier que disputam ligas regionais, o Map Rating pode tornar-se uma ferramenta de scouting informal, permitindo avaliar adversários mapa a mapa antes de um veto.
Patch 13.08 e o Arranque do Ato VI: Calendário Completo
O Ato VI da Temporada 2026 arrancou a 13 de outubro de 2026 e deve correr até 6 de janeiro de 2027, segundo o calendário divulgado pela própria Riot Games e confirmado por sites especializados em acompanhar as datas de cada ato, como a Turbosmurfs. Este é o último ato do ano civil e cobre, por isso, o período de Natal e de passagem de ano, uma altura tradicionalmente de maior volume de jogo online.
| Elemento | Detalhe |
|---|---|
| Data de lançamento do patch 13.08 | 13 de outubro de 2026 |
| Início do Ato VI | 13 de outubro de 2026 |
| Fim previsto do Ato VI | 6 de janeiro de 2027 |
| Mapas que entram no Competitivo | Bind e Corrode |
| Mapas que saem do Competitivo | Ascent e Split |
| Escala do Map Rating | 0 a 500 pontos, notas de C a S |
| Contas de VALORANT banidas no Ato V | Mais de 171 mil |
| Total combinado (VALORANT + League of Legends) | Próximo de 300 mil contas |
Pool de Mapas Competitivos Muda: Bind e Corrode Entram, Ascent e Split Saem
Além do Map Rating, o patch 13.08 trouxe uma rotação significativa ao pool de mapas do modo Competitivo. Bind, um dos mapas mais antigos do jogo, e Corrode, lançado mais recentemente, entraram na rotação ativa. Em contrapartida, Ascent e Split saíram, pelo menos por agora, do leque de opções disponíveis em partidas classificativas.
Com esta alteração, o pool competitivo atual passa a ser composto por Abyss, Bind, Corrode, Haven, Lotus, Summit e Sunset, um total de sete mapas. Para quem já tinha Map Rating acumulado em Ascent ou Split, essa pontuação deixa de ser visível em partidas ranqueadas enquanto os mapas estiverem fora da rotação, embora continue a contar nos modos onde ainda estão disponíveis, como Unrated ou personalizadas.
Performance Score Recalibrado: Dano e Eliminações Valem Mais
O patch também ajustou a fórmula do Performance Score, a métrica usada para medir o impacto individual de cada jogador numa partida. Segundo a análise da GameLeap sobre as notas do patch, o dano causado e as eliminações ajustadas por mortes passaram a pesar mais no cálculo final, uma mudança que tende a beneficiar jogadores com papéis mais agressivos face a quem contribui sobretudo com utilitários e suporte.
Esta recalibração tem um efeito direto no Map Rating, já que o Performance Score é uma das quatro variáveis usadas para calcular a nota por mapa. Jogadores de agentes de suporte ou de controlo podem notar que, mesmo ganhando partidas, o seu Map Rating sobe mais lentamente do que o de colegas de equipa com papéis de duelista.
A Maior Vaga de Banimentos do Ano: Mais de 171 Mil Contas Suspensas
Em paralelo com as mudanças no ranking, a Riot divulgou dados sobre a sua ofensiva contra batoteiros. Mais de 171 mil contas de VALORANT foram banidas durante o Ato V, segundo um relatório citado pelo Ground News, que também aponta para um total combinado próximo das 300 mil contas quando se soma o League of Legends. Os motivos de banimento incluem uso de software de batota, manipulação de rank, abuso de AFK, comportamento tóxico e recurso a bots.
A manipulação de rank, em particular, tem sido um alvo prioritário da Riot nos últimos atos. O fenómeno consiste em jogadores de rank elevado que, a troco de pagamento, jogam em contas de terceiros para subir o rank artificialmente, ou em grupos que perdem partidas de forma deliberada para forçar um adversário a um rank mais baixo do que merece. Com o Map Rating a adicionar uma camada extra de dados por mapa, a Riot ganha mais pontos de referência para detetar padrões de comportamento anómalo, como picos súbitos de desempenho num único mapa que não se repetem nos restantes.
Da Rank Rating de 2020 ao Immortal Único: a Evolução do Ranking Valorant
Para compreender a dimensão desta mudança, vale olhar para o histórico do sistema competitivo do jogo. O VALORANT foi lançado a 2 de junho de 2020, mas o modo Competitivo só regressou a 23 de junho desse ano, com o patch 1.02, altura em que o antigo rank de topo chamado simplesmente “VALORANT” foi renomeado para Radiant. Pouco depois, a 4 de agosto de 2020, o patch 1.05 introduziu os emblemas de Act Rank, um registo de desempenho por ato que ainda hoje serve de base conceptual ao Map Rating.
Em dezembro de 2020, o patch 1.14 reduziu o requisito para desbloquear o Competitivo, passando de 20 partidas Unrated jogadas para apenas 10 vitórias Unrated. Um mês depois, em janeiro de 2021, a Riot consolidou os antigos ranks Immortal 1, 2 e 3 num único Immortal, introduzindo ao mesmo tempo tabelas de classificação regionais para o Radiant. Foi também a 12 de janeiro de 2021 que a Rank Rating, a barra de progresso visível que a maioria dos jogadores conhece hoje, se tornou o sistema principal de progressão. O rank Ascendant, hoje colocado entre Diamond e Immortal, só surgiu mais tarde, em 2022, e o modo Premier, pensado para equipas e ligas organizadas, chegou a 29 de agosto de 2023.
O Map Rating representa, por isso, a primeira mudança estrutural ao sistema de classificação desde a consolidação do Immortal em 2021. Nos últimos cinco anos, a Riot manteve a arquitetura geral do rank praticamente intacta, limitando-se a ajustar limiares de RR e a acrescentar funcionalidades em torno do sistema existente.
Thresholds Regionais de Immortal e Radiant em 2026
Apesar da chegada do Map Rating, a Rank Rating regional continua a ser o critério que define quem chega a Immortal e a Radiant. A documentação de suporte oficial da Riot Games lista limiares diferentes por região, uma distinção que reflete o tamanho e a competitividade de cada base de jogadores.
| Região | Immortal 2 | Immortal 3 | Radiant |
|---|---|---|---|
| América do Norte | 90 RR | 200 RR | 450 RR |
| Europa | 100 RR | 200 RR | 500 RR |
| Brasil | 100 RR | 230 RR | 340 RR |
| Ásia-Pacífico | 80 RR | 200 RR | 400 RR |
| América Latina e Coreia | 90 RR | 150 RR | 200 RR |
Para jogadores portugueses, que competem no servidor europeu, o limiar de 500 RR para chegar a Radiant é o mais exigente de todas as regiões, o que ajuda a explicar porque é tão raro ver jogadores europeus nesse rank fora do contexto profissional. O Radiant exige ainda estar entre os 500 melhores jogadores da região, independentemente da pontuação de RR acumulada.
Valorant vs CS2 vs League of Legends: Como Comparam os Sistemas de Rank
O Map Rating coloca o VALORANT numa posição distinta frente aos rivais diretos. O CS2, da Valve, continua a basear a sua progressão competitiva sobretudo no Premier Mode e em plataformas externas como a FACEIT, sem um equivalente oficial que separe o desempenho por mapa dentro do próprio rank da Valve. Já o League of Legends, outro jogo da Riot, mantém um sistema de ligas e divisões (de Ferro a Challenger) avaliado de forma agregada por temporada, sem distinção por mapa, já que o jogo tem apenas um mapa principal competitivo.
A diferença mais relevante está na resposta à batota. O relatório da Riot sobre quase 300 mil contas banidas junta VALORANT e League of Legends na mesma vaga de ação, o que mostra uma estratégia de deteção partilhada entre os dois jogos através do sistema anti-cheat Vanguard. Esta abordagem combinada contrasta com a forma mais fragmentada como outros publishers lidam com o problema, muitas vezes dependendo de denúncias da comunidade em vez de deteção automática centralizada.
Impacto no Mercado de Boosting e Contas Smurf
A vaga de banimentos tem um efeito económico direto sobre o mercado paralelo de boosting, onde jogadores pagam a terceiros para subir de rank em seu nome. Sites como a Boostroyal e a Turbosmurfs, que vendem precisamente este tipo de serviço e acompanham de perto cada mudança de ato para ajustar os seus preços, confirmam publicamente as datas do Ato VI nos seus próprios calendários, o que mostra até que ponto este mercado depende do calendário oficial da Riot para funcionar.
Com o Map Rating a criar um registo histórico por mapa, mais difícil de mascarar do que uma única cifra de RR, o custo de operação para quem vende serviços de boosting deve subir. Um booster que jogue apenas num ou dois mapas específicos para otimizar o tempo deixa agora um padrão mais visível na conta do cliente, o que pode facilitar deteções futuras por parte da Riot ou até por parte dos próprios clientes insatisfeitos com o risco assumido.
O Que Isto Significa Para a Comunidade Competitiva Portuguesa
Para o jogador português médio, as mudanças têm implicações práticas imediatas. Quem joga sobretudo em servidores europeus vai sentir o impacto da saída de Ascent e Split da rotação, dois mapas historicamente populares em torneios amadores e em conteúdo de Premier regional. A entrada de Bind e Corrode obriga a rever estratégias de veto e composições de equipa, especialmente em clubes e ligas universitárias que organizam competições Premier em Portugal.
O Map Rating também pode tornar-se uma ferramenta de recrutamento para equipas amadoras portuguesas, permitindo identificar jogadores com desempenho consistente em mapas específicos antes de os convidar para um roster. Clubes que participam em ligas Premier regionais ganham, assim, um critério adicional de avaliação que vai além do rank tradicional exibido no perfil.
Reação de Jogadores e Criadores de Conteúdo
Nos fóruns e redes dedicadas ao jogo, a reação inicial ao Map Rating tem sido mista. Parte da comunidade elogia a transparência adicional, argumentando que torna visível uma diferença de desempenho que sempre existiu mas nunca foi quantificada. Outra parte mostra preocupação com o facto de a recalibração do Performance Score, que agora valoriza mais dano e eliminações, poder penalizar jogadores de suporte e controlo mesmo quando estes contribuem de forma decisiva para a vitória da equipa.
Sites especializados em acompanhar patches, como a Strafe e a Metammo, publicaram resumos detalhados das notas do patch 13.08 horas depois do lançamento, sinal do interesse elevado que a atualização gerou entre a base de jogadores mais dedicada. Essa cobertura rápida reflete também a proximidade temporal com a fase final do Champions 2026, o torneio mundial da modalidade, o que aumenta a atenção sobre qualquer alteração que toque no equilíbrio competitivo do jogo.
Previsões: o Que Vem a Seguir Para o Ranking Competitivo
Com base no histórico de atualizações da Riot e no ritmo desta vaga de mudanças, é possível antecipar alguns caminhos para os próximos atos.
- O Map Rating deve expandir-se a outros modos além de Competitivo e Premier, como Deathmatch ou Swiftplay, à medida que a Riot recolher mais dados sobre a sua precisão.
- A pressão da comunidade para relatórios de transparência mais regulares sobre banimentos deve aumentar, sobretudo depois do impacto mediático dos números do Ato V.
- É provável que a Riot ajuste o peso do Performance Score dentro de poucos atos, depois de analisar o feedback negativo de jogadores de suporte e controlo.
- O mercado de boosting deve adaptar-se oferecendo serviços específicos de “Map Rating boosting” por mapa individual, em vez de apenas subida de rank geral.
- Novas rotações do pool competitivo devem continuar a um ritmo de dois mapas por ato, mantendo o padrão observado na troca de Ascent e Split por Bind e Corrode.
Perguntas Frequentes
O que é o Map Rating no VALORANT?
É um sistema de classificação separado do rank tradicional, introduzido no patch 13.08, que atribui a cada jogador uma pontuação entre 0 e 500 para cada mapa, convertida depois numa nota de C a S.
Quando começou o Ato VI da Temporada 2026?
O Ato VI arrancou a 13 de outubro de 2026, junto com o patch 13.08, e deve terminar a 6 de janeiro de 2027.
Que mapas saíram e entraram no modo Competitivo?
Bind e Corrode entraram na rotação competitiva, enquanto Ascent e Split saíram. O pool atual é composto por Abyss, Bind, Corrode, Haven, Lotus, Summit e Sunset.
Quantas contas foram banidas no Ato V?
Mais de 171 mil contas de VALORANT foram suspensas, por motivos como batota, manipulação de rank, abuso de AFK e uso de bots. Somando com o League of Legends, a Riot aproximou-se das 300 mil contas penalizadas.
O Map Rating substitui o meu rank de Ferro a Radiant?
Não. O Map Rating funciona como camada adicional, lado a lado com o rank tradicional. Continuas a subir ou descer de Ferro a Radiant através da Rank Rating normal.
O Map Rating aplica-se ao modo Premier?
Sim. O sistema cobre tanto o Competitivo como o Premier, já que ambos os modos partilham o mesmo pool de mapas e critérios de avaliação.
Como é calculado o Map Rating?
A fórmula combina a taxa de vitórias geral, a taxa de vitórias como atacante, a taxa de vitórias como defensor e o Performance Score individual, dando mais peso a partidas recentes do que a resultados antigos.
Perder contas em Ascent ou Split faz-me perder o Map Rating nesses mapas?
O Map Rating acumulado nesses mapas deixa de aparecer em contexto competitivo enquanto estiverem fora da rotação, mas continua a existir e pode voltar a ser relevante caso a Riot os reintroduza num ato futuro.
